domingo, 3 de outubro de 2010

Conversa com o tempo

Fui a um lugar estranho. Não chovia, nem fazia sol
Raios de luzes em pequenas frequências rodeavam o infinito
Cores, fitas, flores. Era mágico!
Pensei por um instante estar sonhando, visto que nada dali parecia real
Até que por fim, encontrei algo familiar.

Uma casa no fim de uma estrada, e o senhor sentado nos degraus da porta,
Convidavam-me, a saber, o que me trouxera ali.
Aquele velho homem, com roupas simples e olhar complexo (aliás, nunca tinha visto olhos como aqueles), era o tempo.
Deparando-me com aquela situação, percebi algo em minhas mãos, quando por um reflexo bobo, olhei-as.
Havia envelhecido.

E eu que sempre corri atrás do tempo, estava agora frente a frente com o tal
E eu que sempre achei que o tinha nas mãos, estava agora certa de que não!
Ele estava ali, para me dar um recado:
- Você terá uma chance! Uma única chance.

De repente estava só, no meu quarto. Sai andando pelos corredores, descendo as escadas, a casa estava vazia.
Descalça andei pela rua, gotas de chuva caiam sobre mim
Avistava um horizonte e ele me esperando novamente.
Tudo estava certo, completamente certo
E eu que sempre corri atrás do tempo, agora o deixava caminhar ao meu lado.

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