sábado, 23 de outubro de 2010

23 de outubro

A vida é assim, fazemos escolhas o tempo inteiro
Muitas destas escolhas, escondem os raios de sol
Mas todos devem saber que o sol nunca para de brilhar!

Veja

Veja
Quanta coisa ainda há para acontecer
Seja-o meu, mesmo que me perca
Veja
Estamos extasiados!
Eu correndo contra o tempo, te salvo da imprecisão
Você andando ao lado dele, me salva da indecisão
E afinal, quem nos salvará?
Estamos completamente perdidos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Colapso racional

São como fogos de artifício, colorindo uma vida preto e branco
É como pisar na área da praia, descalça, sentir a maresia e o vento bagunçando meus cabelos.
Sensações.
De repente a festa acaba.
A praia fica deserta, e só chove.
A razão fala mais alto!
Aquilo que era, deixa somente agora de ser
Curto circuito descompassa o coração
Coloquei de vez os pés no chão, mas algo ainda me falta
É como se eu acordasse numa manhã qualquer e as flores não tivessem nenhuma gota de orvalho
É como ligar o rádio e ele não tocar, deixar a porta aberta e ninguém por ela entrar
Não! Eu vou sair correndo, gritar pra quem quiser escutar
Eu vou falar pra quem quiser escutar:
- O meu tabuleiro não vai virar!
O jogo acabou de começar, ora vamos parar com essa de não imaginar!
Sim eu vou
Vou imaginar!
Palavras sinceras
Pessoas corretas
(...)
Até o cheiro da maresia voltar, e a brisa fresca me tocar
Vou correr os riscos e arriscar
Não vai ser desta vez que a razão vai me tomar.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Doutrina dos impasses

Rostos, movimentos, cordialidade, renascimento, morte
Prós e contras (...)
De um lado a inocente criança, do outro a deprimente lambança
Dois lados da única mão, mão está que esfrega a vergonha, suja a paciência
Invade a complexidade e faz o incorreto lhe parecer útil
Onde iremos chegar?
- Até a esquina!
Contrapondo passos, debochando da incapacidade própria
Embriagados, completamente fora do ser
Ser este que era pra ser e não é
Ou hora é, e hora deixa pra lá
São lados, dois lados!
Pudera eu desfazer toda essa falta de caráter, reavaliar o certo e o quase certo
Destemida: enfrentaria as regalias, julgá-las-ia com o meu senso.
Quanta utopia nessa cabeça
Cabeça que pensa
Pensa que hora está vazia, ora cheia demais pra pensar em qualquer problema a mais
Talvez enlouquecida, insana!
Mas quem garante que o meu mundo não é melhor que a realidade?
Vivemos num lugar preto e branco, com regras
O ser precisa ser controlado para aprender o que é correto
À uma hora dessas, você afirma:
- É louca mesmo!
E se sou louca, prefiro continuar com essa doença
Doença que me move com sede de querer soluções
Soluções que estão em um dos lados daquela mão!
Basta apenas lavá-las, e escolher (...)
E nesta hora eu me pergunto:
- Saberão escolher?
E lhes pergunto:
- Conseguirá vocês sair da esquina e chegar à próxima rua?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Infinito particular

Encontre no infinito, razões sinceras
Abstraia o orgulho: Jogue-o longe
Codifique sentimentos, envolva-se!
Abrace quando lhe der vontade: Desarme-se
Mas fique pronto para a luta.

A pior guerra está dentro do ser
E o ser nada mais é, do que pequenos fragmentos de tempestade, envoltos em grandes nuvens brandas, que lhes mascaram a personalidade.

Deixe-se chover!

domingo, 3 de outubro de 2010

Conversa com o tempo

Fui a um lugar estranho. Não chovia, nem fazia sol
Raios de luzes em pequenas frequências rodeavam o infinito
Cores, fitas, flores. Era mágico!
Pensei por um instante estar sonhando, visto que nada dali parecia real
Até que por fim, encontrei algo familiar.

Uma casa no fim de uma estrada, e o senhor sentado nos degraus da porta,
Convidavam-me, a saber, o que me trouxera ali.
Aquele velho homem, com roupas simples e olhar complexo (aliás, nunca tinha visto olhos como aqueles), era o tempo.
Deparando-me com aquela situação, percebi algo em minhas mãos, quando por um reflexo bobo, olhei-as.
Havia envelhecido.

E eu que sempre corri atrás do tempo, estava agora frente a frente com o tal
E eu que sempre achei que o tinha nas mãos, estava agora certa de que não!
Ele estava ali, para me dar um recado:
- Você terá uma chance! Uma única chance.

De repente estava só, no meu quarto. Sai andando pelos corredores, descendo as escadas, a casa estava vazia.
Descalça andei pela rua, gotas de chuva caiam sobre mim
Avistava um horizonte e ele me esperando novamente.
Tudo estava certo, completamente certo
E eu que sempre corri atrás do tempo, agora o deixava caminhar ao meu lado.

sábado, 2 de outubro de 2010

Dois de Outubro

Eu vi, aquela lágrima escorrendo destes olhos
Foi assim, assim que eu vi, o que estava por vir
Não houve ao menos controle
Faíscas acessas queimando o passado
O choro do vento escondeu o afeto
tão só eu fiquei, encarando meu próprio veneno
Lamentando.
Abri meus olhos, e as mesmas lágrimas continuaram ali
estas por sua vez, desprezando o passado, encontrando o presente
e montando um futuro esperado.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Exalando rotina

Caminho pela praia, só
Pés descalços.
Céu nublado, ventania
Caminho pela praia, só
Só cheiro de maresia
Acordo, é outro dia
Pés descalços, correria
Mais um poema, pois é
Sinto cheiro do café
Caminho pela rua, só
Só empatia
É o trânsito, desarmonia
Aquela correria
Cheiro de fumaça, dia-a-dia

Volta pra casa, cansei da correria
Quero outro cheiro
Ela abre a porta, radiante, só
Só cheiro de alegria