sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Fantasia real


Um nó na garganta me prende o ar
Uma vontade de gritar corrompe meu corpo como fogo
Queria eu ter o poder de descobrir o amanhã
Ou ao menos uma vez saber por onde passam esses pensamentos seus
Fonte de luz que invade minha alma, que me abriga em abraços.

Nostalgia

É incrível a velocidade como algumas pessoas passam pela nossa vida, na maior parte do tempo as que têm de ficar vão e as que ficam, ainda assim, um dia tem de ir embora.
Me falaram uma vez “querer é poder”, foi puro jogo de cintura.
 Parei de acreditar, às vezes acho que me fizeram capaz de sentir demais
 (alegrias demais, tristezas demais, saudades demais...)
Aprendi que dosar palavras tem suas vantagens, e que esperar cem por cento de alguém não adianta, quando nem ao menos dou cem por cento de mim.
Somos nós como navios, esperando um porto pra ancorarmos sempre, acreditando que nenhuma tempestade rasgará as velas, despedaçará os frágeis pedaços de madeira.
Ando entre sonho e razão, realidade e ilusão, acreditando que o que se quebra sempre tem concerto.
Jogando fora os acasos, exigindo apenas de cada momento, um segundo de eternidade.


sábado, 23 de outubro de 2010

23 de outubro

A vida é assim, fazemos escolhas o tempo inteiro
Muitas destas escolhas, escondem os raios de sol
Mas todos devem saber que o sol nunca para de brilhar!

Veja

Veja
Quanta coisa ainda há para acontecer
Seja-o meu, mesmo que me perca
Veja
Estamos extasiados!
Eu correndo contra o tempo, te salvo da imprecisão
Você andando ao lado dele, me salva da indecisão
E afinal, quem nos salvará?
Estamos completamente perdidos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Colapso racional

São como fogos de artifício, colorindo uma vida preto e branco
É como pisar na área da praia, descalça, sentir a maresia e o vento bagunçando meus cabelos.
Sensações.
De repente a festa acaba.
A praia fica deserta, e só chove.
A razão fala mais alto!
Aquilo que era, deixa somente agora de ser
Curto circuito descompassa o coração
Coloquei de vez os pés no chão, mas algo ainda me falta
É como se eu acordasse numa manhã qualquer e as flores não tivessem nenhuma gota de orvalho
É como ligar o rádio e ele não tocar, deixar a porta aberta e ninguém por ela entrar
Não! Eu vou sair correndo, gritar pra quem quiser escutar
Eu vou falar pra quem quiser escutar:
- O meu tabuleiro não vai virar!
O jogo acabou de começar, ora vamos parar com essa de não imaginar!
Sim eu vou
Vou imaginar!
Palavras sinceras
Pessoas corretas
(...)
Até o cheiro da maresia voltar, e a brisa fresca me tocar
Vou correr os riscos e arriscar
Não vai ser desta vez que a razão vai me tomar.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Doutrina dos impasses

Rostos, movimentos, cordialidade, renascimento, morte
Prós e contras (...)
De um lado a inocente criança, do outro a deprimente lambança
Dois lados da única mão, mão está que esfrega a vergonha, suja a paciência
Invade a complexidade e faz o incorreto lhe parecer útil
Onde iremos chegar?
- Até a esquina!
Contrapondo passos, debochando da incapacidade própria
Embriagados, completamente fora do ser
Ser este que era pra ser e não é
Ou hora é, e hora deixa pra lá
São lados, dois lados!
Pudera eu desfazer toda essa falta de caráter, reavaliar o certo e o quase certo
Destemida: enfrentaria as regalias, julgá-las-ia com o meu senso.
Quanta utopia nessa cabeça
Cabeça que pensa
Pensa que hora está vazia, ora cheia demais pra pensar em qualquer problema a mais
Talvez enlouquecida, insana!
Mas quem garante que o meu mundo não é melhor que a realidade?
Vivemos num lugar preto e branco, com regras
O ser precisa ser controlado para aprender o que é correto
À uma hora dessas, você afirma:
- É louca mesmo!
E se sou louca, prefiro continuar com essa doença
Doença que me move com sede de querer soluções
Soluções que estão em um dos lados daquela mão!
Basta apenas lavá-las, e escolher (...)
E nesta hora eu me pergunto:
- Saberão escolher?
E lhes pergunto:
- Conseguirá vocês sair da esquina e chegar à próxima rua?