domingo, 30 de outubro de 2011

Eu parei


Parei de pensar no que será
Parei de ser o que eu não sou
Parei de estar onde não quero
Parei de querer ser o que eles são.
Parei de levar tudo muito a sério
Parei a mentira com desilusão
Parei você na contra mão
Parei de brincar que não te quero
Parei de não levar você a sério
Parei com os pensamentos em mistério
Parei o mistério com ação
Parei a ação com o beijo
Parei os beijos com desejo
E meus desejos não parei...
Desejo de pensar o que será
Desejo de ser como eu sou
Desejo de estar onde eu estou
Desejo de levar você a sério
Desejo de me encontrar nos seu mistérios
Desejo de ser seu caso eterno.·.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Alvo

Eu te estudo, te nego
Me limito, me entrego
Um alvo fácil de acertar
Ilusão inútil querer continuar ...
A metade não me satisfaz
Te quero por inteiro: De janeiro, a janeiro
Preciso me encontrar
E por vezes, me encontro
Me encontro nesses olhos, que me vêem passar
Me encontro nos sorrisos, que te vejo dar
Me encontro, e me perco.
Estou perdida nessa história, que acabou!
Acabou sem ao menos começar.
A não ser, se tudo mudar
Talvez eu possa continuar
Um alvo fácil de acertar
Que eu estudo, que eu nego
E não paro de pensar.
Procuro esconderijo, encontro novo abrigo
Calma, é preciso calma, para ficar aqui
E o que eu quero é ficar
Para te estudar, te negar
Me limitar, me entregar
Um alvo fácil de acertar
Ilusão inútil querer continuar.

sábado, 21 de maio de 2011

Colecionadora de olhares

Sou uma colecionadora
Coleciono olhares, algo mágico.
Em um instante me distraio
E lá estão eles!
Olhos que me olham, sem certezas
Olhos que me olham (...)
Em uma caixa de memórias, os guardei
Alguns vazios, outros com tanto a dizer
Segredos que não se decifram, desejos
Andando por ai encontrei algo novo
Não posso entender, é uma armadilha
Mentira tentadora
Me movo para longe, espero o momento certo
Onde estará?
Não existem contradições, mas é fatal
Procuro "porques", só encontro limitações
E nesse jogo de olhares, só enxergo eles
Olhos que me olham, sem certezas
Olhos que me olham.

sábado, 23 de abril de 2011

AMADO

Os dias passam e eu não sei
Não sei de onde vem, pra onde vai
São tantos os “porquês”
É inútil acreditar no impossível
Mais inútil ainda, é fazê-lo.
Fazê-lo e não duvidar, agredir, julgar
Apenas considerar o impossível.
Torná-lo real aos olhos de quem o observa
Puxá-lo pela mão, caminhando pela ilusão
Ilusão está que transforma, atrai, limita
Mas te conduz a necessária felicidade.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Fantasia real


Um nó na garganta me prende o ar
Uma vontade de gritar corrompe meu corpo como fogo
Queria eu ter o poder de descobrir o amanhã
Ou ao menos uma vez saber por onde passam esses pensamentos seus
Fonte de luz que invade minha alma, que me abriga em abraços.

Nostalgia

É incrível a velocidade como algumas pessoas passam pela nossa vida, na maior parte do tempo as que têm de ficar vão e as que ficam, ainda assim, um dia tem de ir embora.
Me falaram uma vez “querer é poder”, foi puro jogo de cintura.
 Parei de acreditar, às vezes acho que me fizeram capaz de sentir demais
 (alegrias demais, tristezas demais, saudades demais...)
Aprendi que dosar palavras tem suas vantagens, e que esperar cem por cento de alguém não adianta, quando nem ao menos dou cem por cento de mim.
Somos nós como navios, esperando um porto pra ancorarmos sempre, acreditando que nenhuma tempestade rasgará as velas, despedaçará os frágeis pedaços de madeira.
Ando entre sonho e razão, realidade e ilusão, acreditando que o que se quebra sempre tem concerto.
Jogando fora os acasos, exigindo apenas de cada momento, um segundo de eternidade.